Chega daquele assunto meloso, não aguentava mais escrever sobre amor impossível, sobre o que fazer, sobre que caminho seguir...Hora de realmente voltar ao contexto desse blog...Felicidade de tolo...A partir do momento de nosso nascimento já nos encontramos fadados à morte – solitária e impiedosa – sendo esta o principal fator de igualdade entre os homens, pois chega para todos sem se importar com credo, raça ou classe social. Logo, só resta uma coisa para o homem: aproveitar ao máximo seu período no “mundo dos vivos”.
Este processo tem início na infância, onde não existem preocupações, onde não se tem consciência dos acontecimentos que nos cercam, onde a ingenuidade e a inocência agem como grandes propulsores de esperança (ou não) no futuro.
A medida que o tempo passa aquela criança começa a se deparar com fatos que mais na frente irão nortear sua vida e afetar a forma como ela a aproveita.
E lá se vão os tempos mais puros de nossas vidas...
Começamos a pensar sobre novas coisas. Jogar futebol, vôlei, brincar de pega-pega, de esconder, deixar de ser nossas preocupações, pois agora damos espaço a pensamentos mais maduros: carreira, trabalho, dinheiro, família, sucesso, conquistas...
E lá vai o homem em busca de suas novas preocupações que precisam ser alcançadas para tornar sua vida “feliz”.
Feliz?
Vejamos...
Primeiro surge a responsabilidade de decidir sobre o que iremos fazer profissionalmente, o que normalmente não se dá com muita facilidade, e após algum tempo de estudo, conseguimos entrar numa faculdade...
Conhecemos gente nova, mudamos nossa forma de pensar, de agir, de falar, de vestir, e sob influência de nossa sociedade altamente seletiva temos que fazer uma nova escolha: ser mais um ou procurar se destacar?
E como se tem por objetivo ter uma vida estabilizada, escolhe-se o caminho do destaque...
Aqui aparece o comprometimento, a luta por um espaço, a vontade de ser reconhecido...
Logo, estamos tão ocupados com a busca por um espaço de destaque que começamos a ter menos tempo...
Algum tempo depois surge o trabalho e você tem que conciliar tudo, e mais uma vez o seu tempo é prejudicado, e isso é necessário, pois queremos ter uma vida feliz e a felicidade está diretamente relacionada aos nossos objetivos!
Resultado: nos afastamos de nossos amigos, da namorada, da família.
Família: essa é a nova preocupação.
É inerente ao ser humano constituir uma família, e quando esta é formada, tem-se início um novo conflito: trabalhar mais para dar melhores condições para mulher e filhos ou deixar minha carreira profissional se estagnar para dar mais atenção à família?
Logo você passa mais tempo em trabalho do que com a família, gerando insatisfação e conseqüentemente, a separação das pessoas que ama.
Por fim, para finalizar esta breve reflexão à respeito da vida humana, envelhecemos, sozinhos, sem realmente ter tido uma vida “feliz” e sem oportunidade de voltar atrás.
Continua depois...